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13 de set. de 2010

O humor e a política

Até pouco tempo o humor na política havia sido proibido pelo Supremo Tribunal Eleitoral. Os programas humorísticos, e os humoristas de uma maneira geral ficaram indignados. Passeatas, protestos, manifestações, e então perante o apelo da sociedade humorista, o Supremo voltou atrás e revogou a lei. Afinal além de antidemocrática essa legislação tira dos programas humorísticos o maior alvo de piadas, ironias, reclamações, e sem a qual o humor moderno perderia o seu brilho.
Mas então começou um programa que possui o mais sutil e ímpar humor, o Programa Eleitoral Obrigatório. Eleição após eleição, sempre existem as brigas, as desavenças, as acusações, tudo sempre na tentativa de desmoralizar o adversário. Mas isso não é o melhor da campanha eleitoral. O melhor mesmo são as figuras que aparecem, os candidatos mais bizarros, que se fantasiam para conquistar o voto do povo. Nem sempre, ou melhor, na maioria das vezes isso não funciona.
Eu entendo, eles só buscam se eleger. Mas o povo não se engana, ele quer propostas, quer solução, e não um ator.
Quem se esconde por uma máscara não merece ser votado. Sabe o pior disso tudo? A máscara existe, as fantasias já existem, os atores já estão lá. E eles atuam bem. A maioria dos políticos são a verdadeira piada, manipuladores que só revelam a máscara depois de eleitos. E aí já é tarde demais. Bom então vou citar aqui alguns dos candidatos que tentam atrair a atenção dos eleitores de uma maneira muito singular:
Mestre Wolverine (PMN): Candidato a deputado estadual em Minas. Natural de Caeté, Wederson Dias usa barba desgrenhada, assim como o famoso personagem da DC Comics. Ele ainda aguarda análise de recursos para obter o registro de candidatura.
Mister M (PSDC): Candidato a deputado estadual em Minas. Sem truques ou magias, José Guedes disputará sua segunda eleição. Em 2008, ele concorreu ao cargo de vice-prefeito de Esmeraldas.
Vento Levou (PMN): Candidato a deputado federal no Espírito Santo. Erivaldo Leite fez uma analogia entre seu filme preferido e sua profissão para escolha do registro de cadidatura. Ele é fã de "E o Vento Levou" e é caixeiro viajante.
Zorro (PRP):
Candidato a deputado federal no Pará. Em seu slogan de campanh, o candidato justifica o apelido: "Assim como o cavaleiro, deixarei minha marca, mas na Assembléia do Pará."
Pirulito do Amor (PSOL):
Candidato a deputado estadual no Acre. O paulista Hélio de Paula concorrepela primeira vez a um cargopúblico. Curiosamente, ele não possui nenhum bem declaradoe não gatou um centavo até agora em sua campanha.
Gato Félix (PSOL):
Candidato a deputado estadual no Maranhão. Para disputar a sua primeira eleição, Félix Lima, que completará 59 ano em novembro, diz que juntou "seu nome e seus atributos".
Mim Mesmo (PRP):
Candidato a deputado federal em Minas. Natural de Igarapé, Vinícius de Almeida disputa sua segunda eleição. Em 2008, "Mim Mesmo" tentou uma cadeira na Câmara Municipal de Betim.
Chico bento (PDT):
Candidato a deputado estadual em Minas. Admirador do catunista Maurício de Souza, o servidor público Gerson Appenzeller, que é natural de Manaus (AM), disputa uma vaga na Assembléia de Minas.
Anta (PV):
Candidato a deputado federal em Pernambuco. O corretor de imóveis José Antão diz que a escolha no nome para candidatura vem do apelido dos amigos de infância.
Tiririca (PR):
Candidato a deputado federal em São Paulo. os vídeos de campanha do humorista Francisco Everaldo Silve se tornaram "hit" na internet, com mais de um milhão de acessos no YouTube em menos de uma semana. Veja abaixo o vídeo de campanha do Tirirca:

Destas figuras Tiririca ganhou uma notariedade maior, provavelmente por ser uma figura pública. Isso tudo na verdade é uma grande piada. Sinto pena de quem tenta conseguir votos dessa maneira. Candidatos que agem de tal forma não podem ser levados a sério pelos eleitores. Infelizmente o mais sério candidato na maioria das vezes também não pode ser considerado com seriedade. Nós, a política, a nação, isso sim é a verdadeira piada. O que tem que ser mudado? Certamente a mentalidade do povo. A nação desconhece e despreza o seu poder. O voto de uma pessoa faz a diferença. O que seria de um órgão sem uma célula? Ele não apresentaria eficácia e não iria executar a sua função de maneira correta e coerente. A nação é o órgão, nós somos a célula, pense nisso.

25 de ago. de 2010

Horário eleitoral ou novela mexicana?

Era uma vez uma família triste. Um filho que vivia nas ruas que a qualquer momento poderia se envolver com as drogas. Um lugar no sertão onde não havia rede de água. Um povo esquecido onde não tinha nenhum programa social. E de repente aparece um governante honesto e trabalhador que leva água para onde não havia. Implementa algum projeto para tirar adolescentes da rua e ainda leva programas sócias para região. Deste jeito todos vivem felizes para sempre. Durante a propaganda eleitoral na TV os candidatos têm investido forte num filmezinho que conta este tipo de historia. O horário eleitoral esta cada vez mais parecido com uma novela mexicana onde o candidato é sempre o mocinho.
Esses políticos precisam entender que este horário é reservado para que eles apresentem suas propostas. Falar no que fizeram no passado pode ate ser bom, mais esse drama que eles fazem em seus programas é completamente desnecessário. A população esta mais preocupada com o futuro e esses candidatos devem ficar cientes e colocarem suas propostas no ar. Essa novelinha dramática que todo candidato usa para se promover não adianta nada por que ninguém vai votar em uma pessoa só porque ficou comovido com a família no filme.
Os dramas mais comuns utilizados durante a propaganda eleitoral são o candidato bonzinho levando água para as regiões do nordeste. Levando saneamento básico para onde não tinha. Mostrando mães felizes com seus filhos nas creches criadas pelo político bonzinho. Mais quem garante que esses depoimentos não são de atores contratados.
Apelar para o sentimentalismo para ganhar uma eleição é no mínimo um absurdo. O melhor candidato ira vencer com propostas e com competência. Quem assisti o horário eleitoral não quer ver uma historia sofrida com um final feliz. As pessoas que querem ver este tipo de historia esperam o horário político acabar para poder assistir sua novela preferida. O horário eleitoral é feito para que os candidatos apresentem suas propostas e é isso que esperamos que eles façam. #Fikdik

15 de jul. de 2010

Raio-x – José Serra / Indio da Costa

Continuando nossa série sobre os presidenciáveis hoje falarei um pouco sobre o José Serra e seu vice Índio da Costa

Com passagem pelos mais diversos cargos eletivos, Serra tenta a presidência pela segunda vez



Candidato: José Serra (PSDB)
Vice: Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa (DEM)
Twitter: @joseserra_  
Nascimento: 19 de março de 1942, em São Paulo (SP)
Estado Civil: Casado
Profissão: Economista
Formação: Cursou engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), fez mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile (Escolatina), fez mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na Universidade de Cornell (Estados Unidos).
Histórico de filiações políticas e partidárias: Ação Popular, MDB, PMDB e PSDB.
Cargos relevantes: deputado federal constituinte (1987-1991), deputado federal (1991-1995), senador (1995-2003), secretário de Planejamento de São Paulo (1983-1986), ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996), ministro da Saúde (1998-2002) , prefeito de São Paulo (2005-2006) e governador (2007-2010).

Biografia
Filho único de Francisco Serra e Serafina Chirico Serra, o candidato tucano à presidência da República nasceu em uma quinta-feira, 19 de março de 1942, na casa da avó, na Mooca, zona leste paulistana. Cresceu em uma família de classe média baixa - o pai custeou seus estudos vendendo frutas no Mercado Municipal. José Serra chegou a estudar dois anos em um colégio particular, mas as aulas começaram a pesar no orçamento familiar e ele voltou para a escola pública de sempre, o Firmino de Proença. O garoto ainda dividia seu tempo entre os estudos e ajudar seu pai a vender frutas. Com a chegada da adolescência, no entanto, as prioridades foram mudando. Em 1960, Serra ingressou no curso de Engenharia Civil da USP (Universidade de São Paulo), onde daria início a sua militância política no movimento estudantil.
No ano de 1962, foi eleito presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e, no mesmo ano, foi um dos fundadores da AP (Ação Popular), organização de esquerda ligada à Igreja Católica. Nessa época, o jovem nascido na zona leste paulistana já havia se tornado membro da Ação Popular (AP), organização política integrada por militantes de esquerda, que teve grande ascendência sobre os estudantes universitários. Com o Golpe de 1964, teve de fugir do País, seguindo primeiro para a Bolívia e, depois, para a França.
Conseguiu retornar para o Brasil em 1965. No entanto, foi novamente perseguido pelo regime e decidiu exilar-se no Chile, onde faria mestrado em economia e conheceria sua mulher, a bailarina Monica Allende, mãe de seus dois filhos, Verônica e Luciano. No Chile, concluiu seus estudos, foi professor da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e trabalhou na vida acadêmica até a deposição do presidente Salvador Allende, em 1973. De lá, embarcou para os Estados Unidos, onde doutorou-se em Ciências Econômicas na Universidade de Cornell.
Regressou para o Brasil em 1977, dois anos antes da promulgação da Lei de Anistia, e teve uma candidatura a deputado pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) impugnada pelo regime no ano seguinte. Também deu aulas na Unicamp (Universidade de Campinas). Na década de 1980, coordenou o programa de governo de Franco Montoro (PMDB) ao governo do Estado de São Paulo; eleito, Montoro colocou Serra à frente da Secretaria Estadual de Planejamento. Deixou o cargo em 1986 para disputar - e ganhar - uma cadeira na Assembleia Nacional Constituinte pelo PMDB.
Foi um dos fundadores, em 1988, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira); no mesmo ano, foi um dos candidatos derrotados nas eleições para a Prefeitura de São Paulo. Em 1990, retornou à Câmara dos Deputados e, em 1994, elegeu-se senador. No ano seguinte, assumiu o Ministério do Planejamento. Deixou o cargo em 1996 para disputar pela segunda vez a Prefeitura de São Paulo. Ficou em 3º lugar.
Serra voltou a assumir em 1998 um ministério no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), dessa vez a pasta da Saúde, onde ganhou enorme popularidade por conta da implementação dos remédios genéricos e da criação de um programa de combate a AIDS reconhecido internacionalmente. Deixou o cargo no início de 2002 para se candidatar à Presidência da República. Chegou ao segundo turno, mas perdeu para Lula (PT) por 61,27% a 38,73%.
Em novembro de 2003, Serra foi eleito presidente nacional do PSDB. Deixou o cargo em 2005, ano em que assumiu a Prefeitura de São Paulo após derrotar a petista Marta Suplicy. Um ano depois, saiu do posto para concorrer ao governo do Estado paulista. Eleito, permaneceu governador até maio deste ano, quando lançou-se pela segunda vez como pré-candidato à Presidência da República. É tido como centralizador em sua maneira de gerenciar problemas administrativos, além de ser conhecido por trabalhar durante a madrugada.

O vice Índio da Costa


Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa

Deputado Federal, do Partido Democratas (DEM), eleito em 2006. É membro da CCJ - Comissão de Constituição e Justiça; da Comissão de Defesa do Consumidor; e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. É relator do Estatuto da Metrópole. Foi relator da atual lei 135 de 2010, conhecida como "Ficha Limpa".
Publicações:
Administração Pública no Século XXI – Foco no Cidadão; Qualitymark, 2007. A Reforma do Poder: o caso da Secretaria de Administração do RJ; Qualitymark 2003. Autor do Prefácio: A Harmonia do conflito: a arte da estratégia de Sun Tzu, Lima, Carlos; Qualitymark, 1998. Funções Públicas:
COMUDES 1993 - Conselho Municipal de Desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro
Prefeitinho, Parque do Flamengo 1994/1995
Administrador Regional Copacabana e Leme - 1995/1996
Secretário Municipal de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro - 2001/2006
Atuou com foco na desburocratização, criando um sistema de Administração matricial, reduzindo níveis hierárquicos, prazos e custos. Valorizou a transparência e o Servidor Público de carreira.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1970, Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes, com especialização em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Mandatos Eletivos:
Vereador da Cidade do Rio de Janeiro, pelo antigo Partido da Frente Liberal (PFL) e atualmente Democratas (DEM), eleito em 1996, 2000 e 2004.
Na Câmara de Vereadores, integrou comissões de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira; Constituição e Justiça; Educação e Cultura e Turismo. É co-autor da política de turismo da cidade do Rio de Janeiro.

13 de jul. de 2010

Raio-x - Dilma Rousseff / Michel Temer

Em nosso primeiro post sobre o perfil dos candidatos falarei um pouco sobre o histórico de Dilma Rousseff e o seu vice Michel Temer. Veja:

Dilma Rousseff quer ser a 1ª presidente mulher do País


Candidata: Dilma Vana Rousseff (PT)
Vice: Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB)
Twitter: http://twitter.com/dilmabr
Nascimento: 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG)
Estado Civil: Divorciada
Profissão: Economista
Formação: Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.
Histórico de filiações políticas e partidárias: Polop, Colina, VAR-Palmares, PDT e PT .
Cargos relevantes: Secretária da Fazenda de Porto Alegre; Diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Presidente da FEE; Secretária de Minas, Energia e Comunicação; Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil.
Biografia:
Filha do poeta e empresário búlgaro Pétar Russév (naturalizado no Brasil como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, Dilma Rousseff adquiriu o gosto pela leitura com o pai desde pequena, de quem herdou também o espírito libertário. Um vez que seu pai foi ligado aos movimentos de transformações na Europa.
Dilma é oriunda da classe média, e nunca passou por dificuldades financeiras quando era criança. Viveu até a juventude em uma casa em Belo Horizonte junto de seus pais, e seus dois irmãos, Igor e Zana. Nessa época ela estudava em colégios particulares de freiras.
Em 1964, enquanto estudava no Colégio Estadual Central (hoje Escola Estadual Governador Milton Campos), começou a militar na Polop (Organização Revolucionária Marxista - Política Operária), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares. No mesmo ano ingressou no curso de Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura. A participação na luta pelo fim do autoritarismo governamental deixou marcas no corpo e na memória da ex-ministra. Em 1968, ela e o marido começaram a ser perseguidos em Minas, fato que os separou e a obrigou a abandonar o curso de economia. Em julho de 1969, Colina e VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, criando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Apesar de ter recebido treinamento de guerrilha, Dilma nega ter participado de ações armadas; enquanto esteve na clandestinidade, usou vários codinomes, como Estela, Luiza, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda.
Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados "subversivos". A informação só veio quando a moça intelectual de óculos foi presa no centro de São Paulo, em 1970. No total, foi condenada a 6 anos e 1 mês de prisão, além ter os direitos políticos cassados por dez anos. No entanto, conseguiu redução da pena junto ao STM (Superior Tribunal Militar) e saiu da prisão no final de 1972. As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte.
Morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas foi estabelecer-se em Porto Alegre, onde 1975 começou a trabalhar na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Em 1977 formou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sendo demitida da FEE após ter seu nome incluído em uma lista de "subversivos". Neste mesmo ano teve sua primeira e única filha, Paula Rousseff Araújo. Com sua filha nasceu o sentimento do fim da ditadura, e Dilma junto de seu marido engajou-se na campanha pela Anistia e organizou debates no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES). Mais tarde, fundou o PDT com Carlos - de quem se separou, após 25 anos de casamento, em 1994.
Em 1989, fez campanha para Leonel Brizola (PDT), candidato a presidente; no segundo turno, apoiou Lula (PT). Desfiliou-se do PDT em 2001, quando entrou no PT. Em 2003, assumiu o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo Lula. Dilma defendia um modelo que não concentrasse todo o setor nas mãos do Estado, ao mesmo tempo em que o governo buscava se aproximar do mercado. A interlocução com o capital e o comando do programa Luz para Todos foram decisivos para que Dilma se tornasse, em 2005, ministra-chefe da Casa Civil no lugar de José Dirceu. À frente de ambos os ministérios, tornou-se conhecida por ter um perfil tido como centralizador e técnico, bem como por suas fortes cobranças a ministros e assessores. Em sua gestão, também ganhou popularidade ao ser indicada pelo presidente Lula como gestora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou. A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Por outro lado, Dilma, em suas aparições, retribui o carinho e define o presidente como uma pessoa extremamente afetuosa, de quem herdou a capacidade de dialogar.
O ar de "braveza" foi desaparecendo aos poucos, junto às suas mudanças fisionômicas, que começaram em 2008. Ajudada pelas cirurgias plásticas, as linhas de expressão, as olheiras e os olhos caídos deram espaço a um olhar mais vivo, um rosto mais liso e um corte de cabelo mais moderno, definido pelo hair stylist Celso Kamura como "iluminador". Mas as mudanças não aconteceram só externamente. Ela aprendeu com Lula uma forma mais leve de se comunicar com a população. Vez ou outra Dilma ainda escorrega no "discurso técnico", mas tem evoluído. Hoje, ela sorri mais. Atualmente, Dilma dedica-se à candidatura a Presidência da República e tem como adversários diretos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

O vice Michel Temer


Nome Completo: Michel Miguel Elias Temer Lulia
Data de Nascimento: 23/09/1940
Profissões: Advogado e Professor
Filiação: Miguel Elias Temer Lulia e March Barbar Lulia
Legislatura: 1987-1991, 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011.
Mandatos: Deputado Federal (Constituinte), 1987-1991, SP, PMDB; Deputado Federal (Congresso Revisor), 1993-1995, SP, PMDB; Deputado Federal, 1995-1999, SP, PMDB; Presidente da República (Interino), 27/01/1998-31/01/1998; Presidente da República (Interino), 15/06/1999; Deputado Federal, 1999-2003, SP, PMDB. Dt. Posse: 01/02/1999; Deputado Federal, 2003-2007, SP, PMDB. Dt. Posse: 01/02/2003; Deputado Federal, 2007-2011, SP, PMDB. Dt. Posse: 01/02/2007.
Filiação Partidária: PMDB, 1981-.
Atividades Partidárias: Líder do PMDB, 3/2/1995-5/2/1997; Líder do Bloco PMDB/PSD/PSL/PSC, 1996-1997; Presidente Nacional do PMDB, 9/2001-3/2004, 3/2004-3/2007, 3/2007-3/2009.

Biografia:

Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em Tietê (SP), no dia 23 de setembro de 1940. Seu pai, Miguel Temer de origem libanesa, comprou uma chácara e instalou uma máquina de beneficiamento de arroz e café na região. Enquanto o irmão mais velho, Tamer, ajudava o pai nos negócios, Temer e os outros seis irmãos menores foram estudar na capital paulista. Aos 16 anos, iniciou o clássico (atual ensino médio) e, anos depois, entrou na tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Temer doutorou-se pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e dirigiu o curso de pós-graduação da Faculdade de Direito da PUC-SP. Também foi professor fundador da FADITU- Faculdade de Direito de Itu, inaugurada em 11 de agosto de 1969, de onde foi titular da cadeira de Direito Constitucional por 14 anos (1969 a 1984). Neste período, também foi vice-diretor (1975 a 1977) e diretor da instituição (1977 a 1980). Hoje, é considerado um dos maiores constitucionalistas do País.
Iniciou a carreira política como oficial de gabinete de seu ex-professor Ataliba Nogueira, secretário de Educação de Adhemar de Barros. Michel Temer foi procurador-geral do Estado em 1983 e deixou o cargo para ser secretário de Segurança Pública de São Paulo. Fez gestão marcante e voltou a ocupar o mesmo cargo no início dos anos 90. No comando da Secretaria de Segurança Pública, Michel Temer adotou ideias modernas, posteriormente reconhecidas e tidas como modelo em todo o País. Após receber, em 1985, uma comissão que denunciava o espancamento de mulheres e o descaso de autoridades diante dos crimes, criou a primeira Delegacia da Mulher no Brasil. Na mesma época, instituiu a Delegacia de Proteção aos Direitos Autorais, importante instrumento de combate à pirataria. Na primeira administração à frente da secretaria de Segurança Pública recebeu grande estímulo para disputar um cargo eletivo. Confidenciou ao então governador Franco Montoro um grande sonho: participar da Assembleia Nacional Constituinte, em 1986. Montoro incentivou-o a ir em frente. Elegeu-se deputado constituinte pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte, tendo se destacado pela posição moderada, sóbria e pelo grande conhecimento de direito constitucional. Após a Constituinte, foi reeleito deputado federal e já exerce o seu sexto mandato - todos pelo PMDB. Licenciou-se do cargo somente para reassumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e, depois, a de Estado, durante o governo de Luiz Antonio Fleury.
Foi escolhido três vezes presidente da Câmara dos Deputados, em 1997, 1999 e 2009. Sua primeira gestão inovou ao abrir a Casa para a sociedade com a criação de importante sistema de comunicação, responsável por noticiar o trabalho dos parlamentares e os grandes debates travados no plenário e nas comissões. Nesse período, a Câmara discutiu e votou vários projetos que alteraram a estrutura do Estado brasileiro, com mudanças de grande repercussão para a modernização das instituições nacionais. Na condição de presidente da Câmara, assumiu a presidência da República interinamente por duas vezes: de 27 a 31 de janeiro de 1998 e em 15 de junho de 1999. Em poucos meses deste terceiro mandato como presidente, marcou sua gestão. Para impedir o trancamento de pauta pelas Medidas Provisórias editadas pelo Executivo, Temer ofereceu nova interpretação constitucional. Segundo ele, uma MP somente trava a votação de matérias que podem ser objeto de medida provisória. Assim, a votação de Propostas de Emenda à Constituição, Resoluções e Projetos de Lei Complementar, entre outras matérias elencadas no §1º do art. 62, não poderiam ser barradas. Com essa decisão, amplamente acolhida no meio jurídico e no âmbito legislativo, a Câmara retomou as votações de matérias relevantes para a sociedade. Desde 2001, Michel Temer é, também, presidente nacional do PMDB.
Agora você conhece um pouco do histórico da candidata e de seu vice, faça o download abaixo de arquivo em PDF que contem as propostas dessa coligação PT-PMDB.

Propostas de governo de Dilme Rousseff e Michel Temer


Gastos previstos para a campanha: R$ 157 milhões 
Patrimônio do candidato e do vice: Dilma Roussef: R$ 1.066.347,47 / Michel Temer: R$ 6.052.779,19

Eu sei que o texto é um pouco grande, tanto as biografias quanto a proposta de governo, mas peço que você estimado leitor, leia e se informe, e vote consciente, lembre-se que o seu voto decidirá o futuro da nação. Em breve o perfil dos outros candidatos.

Fontes:

11 de jul. de 2010

Vem aí o evento mais importante do ano...

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Você acha que me enganei porque a Copa do Mundo já está é acabando? Bem eu não estava falando do Mundial de Futebol, me referia as eleições de 2010. Esse evento é importante para os brasileiros, ou pelo menos deveria ser. Mas acaba não sendo assim. Muitas pessoas (eu sou uma delas) gostariam que o brasileiro desse tanta importância para as eleições quanto dá pra uma partida de futebol. Esse post é para que você querido leitor desperte um interesse maior pela política. Em quem você votar vai representar nosso país durante 4 anos. É muito tempo, e não podemos eleger uma pessoa qualquer para comandar a nossa nação!!!! Dia 31 de outubro, domingo, já não está mais tão longe, e muitos não sabem ainda em quem votar (tem gente que nem sabe quais são os candidatos). Então eu irei fazer várias postagens para que você possa avaliar o histórico e as propostas de cada presidente, e assim possa votar no mais adequado.
Escolha corretamente, dê importância ao seu voto, ele que irá decidir o futuro da nação. Você pode pensar que não, mas imagine se todas as pessoas votassem apenas por votar, que barbárie seria nosso país. Graças a Deus ainda existem pessoas conscientes que votam sabendo perfeitamente em quem estão votando. Depois que o presidente for eleito não adianta reclamar, já é tarde de mais. Agora se você vota e o seu candidato não é eleito, você pode ficar com a consciência limpa, pois aquele candidato que foi eleito e não passa de um "lobo em pele de cordeiro" não foi você que o elegeu. Foram as outra milhões de pessoas, que ao menos ligam para em quem estão votando. Vote consciente valorize o seu voto. O seu futuro realmente depende disso...Então fique ligado nos candidatos a presidente:

José Serra
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Dilma Vana Rousseff
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Maria Osmarina Marina Silva de Lima
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Imagens dos candidatos a presidente retirados do site da Uol.
Acompanhe as eleições no site: Uol Eleições 2010 e Terra Eleições 2010

 
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