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10 de jul. de 2010

A Copa acaba, mas a vida continua...


O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. Todos os torcedores brasileiros ficaram tristes, mas a vida contiuna. Agora faltando apenas dois jogos para o fim do mundial colocarei aqui no blog um texto, e um vídeo exibido dia 04/07/2010 no Fantástico, programa da emissora Rede Globo.
Como narra o repórter Tadeu Schmidt: 'O torcedor é refen do jogo de futebol.'.
Esses últimos jogos serão como todos os outros: 'Uma tentativa de ordenar o caos, de explicar a vida. Ainda que seja como todos os outros apenas um jogo.' 

"A pior coisa depois da eliminação é o sentimento de culpa. Para os jogadores é compreensível, mesmo que não tenho sido culpados, eles estavam lá. E o que acontece nesses campos se multiplica infinitamente. Ele perdeu o penalti mais importante da história do país (alusão ao pênalti perdido pelo jogador paraguaio Cardozo, no jogo contra a Espanha. Que levaria o Paraguai para um inédita semi-final). Ele errou o chute mais importante da história do continente (alusão ao pênalti perdido pelo jagador Gyan de Gana. Que levaria o país, e o continente africano a uma inédita semi-final). Ele se atrapalhou, perdeu a cabeça, ficou marcado (alusão aos erros cometidos pelo jogador Felipe Melo no jogo contra a Holanda). Todos se dedicaram ao máximo, com as melhores intenções, queriam tanto vencer, deram o melhor que tinham. Mas vão ficar marcados pelo pior.
E os torcedores nessa história? Quantos não estão se sentindo um pouco culpados também? 'Se eu não tivesse mudado de lugar...'. 'Se eu tivesse vestido a minha camisa da sorte...'. 'Se eu não tivesse parado de gritar...'. Sintam-se todos absolvidos, vocês não tinham que fazer. Talvez o pensamento positivo tenha algum efeito. Mas seria facilmente anulado pelo pensamento positivo da torcida adversária. Ahhhhhhh, porque fulano é 'pé frio'. Beltrano é 'pé quente'. Bobagem. Somente a soma de todos no estádio gritando, poderia inflamar o time e ter algum efeito. Mesmo assim sem garantir o sucesso. Mesmo assim ainda dependeria dos jogadores. O indivíduo, o torcedor, é refén do jogo de futebol.
Talvez por isso, torcida seja tão parecido com desespero. Num adianta botar a cueca da sorte. Ficar na posição em que saiu o primeiro gol. Rezar... Você acha que um pai iria torcer pra um filho, pra ver o outro perder? O jogo vai ser decidido dentro de campo. E a gente não pode fazer nada para mudar o resultado. Assim como os próprios protagonistas do futebol.  Só vão ganhar ou perder pelo que fizerem naqueles minutos, entre o pontapé inicial e o apito final. Fora do campo eles podem apenas se preparar para aqueles minutos. Tirando isso são tão torcedores quanto nós. O time não perdeu porque foi mais simpático ou menos simpático. Não perdeu porque deu mais entrevista ou menos entrevista. Não perdeu porque foi marrento ou humilde. Discreto ou falastrão. Não perdeu porque foi sério ou brincalhão. Assim como não ganharia por nenhum desses motivos. Perdeu porque perdeu. Dentro de campo o adversário foi mais eficiente, deu mais sorte, seja o que for. Mas a derrota foi dentro de campo. Não levamos um gol da vida e outro gol da Holanda, levamos os dois gols da Holanda.
Os gols da vida são contados para o jogo da vida. Os gols do futebol são contados para o futebol. E que ninguém venha misturar as coisas."
Veja o vídeo que passou no Fantástico:

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