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13 de set. de 2010

O humor e a política

Até pouco tempo o humor na política havia sido proibido pelo Supremo Tribunal Eleitoral. Os programas humorísticos, e os humoristas de uma maneira geral ficaram indignados. Passeatas, protestos, manifestações, e então perante o apelo da sociedade humorista, o Supremo voltou atrás e revogou a lei. Afinal além de antidemocrática essa legislação tira dos programas humorísticos o maior alvo de piadas, ironias, reclamações, e sem a qual o humor moderno perderia o seu brilho.
Mas então começou um programa que possui o mais sutil e ímpar humor, o Programa Eleitoral Obrigatório. Eleição após eleição, sempre existem as brigas, as desavenças, as acusações, tudo sempre na tentativa de desmoralizar o adversário. Mas isso não é o melhor da campanha eleitoral. O melhor mesmo são as figuras que aparecem, os candidatos mais bizarros, que se fantasiam para conquistar o voto do povo. Nem sempre, ou melhor, na maioria das vezes isso não funciona.
Eu entendo, eles só buscam se eleger. Mas o povo não se engana, ele quer propostas, quer solução, e não um ator.
Quem se esconde por uma máscara não merece ser votado. Sabe o pior disso tudo? A máscara existe, as fantasias já existem, os atores já estão lá. E eles atuam bem. A maioria dos políticos são a verdadeira piada, manipuladores que só revelam a máscara depois de eleitos. E aí já é tarde demais. Bom então vou citar aqui alguns dos candidatos que tentam atrair a atenção dos eleitores de uma maneira muito singular:
Mestre Wolverine (PMN): Candidato a deputado estadual em Minas. Natural de Caeté, Wederson Dias usa barba desgrenhada, assim como o famoso personagem da DC Comics. Ele ainda aguarda análise de recursos para obter o registro de candidatura.
Mister M (PSDC): Candidato a deputado estadual em Minas. Sem truques ou magias, José Guedes disputará sua segunda eleição. Em 2008, ele concorreu ao cargo de vice-prefeito de Esmeraldas.
Vento Levou (PMN): Candidato a deputado federal no Espírito Santo. Erivaldo Leite fez uma analogia entre seu filme preferido e sua profissão para escolha do registro de cadidatura. Ele é fã de "E o Vento Levou" e é caixeiro viajante.
Zorro (PRP):
Candidato a deputado federal no Pará. Em seu slogan de campanh, o candidato justifica o apelido: "Assim como o cavaleiro, deixarei minha marca, mas na Assembléia do Pará."
Pirulito do Amor (PSOL):
Candidato a deputado estadual no Acre. O paulista Hélio de Paula concorrepela primeira vez a um cargopúblico. Curiosamente, ele não possui nenhum bem declaradoe não gatou um centavo até agora em sua campanha.
Gato Félix (PSOL):
Candidato a deputado estadual no Maranhão. Para disputar a sua primeira eleição, Félix Lima, que completará 59 ano em novembro, diz que juntou "seu nome e seus atributos".
Mim Mesmo (PRP):
Candidato a deputado federal em Minas. Natural de Igarapé, Vinícius de Almeida disputa sua segunda eleição. Em 2008, "Mim Mesmo" tentou uma cadeira na Câmara Municipal de Betim.
Chico bento (PDT):
Candidato a deputado estadual em Minas. Admirador do catunista Maurício de Souza, o servidor público Gerson Appenzeller, que é natural de Manaus (AM), disputa uma vaga na Assembléia de Minas.
Anta (PV):
Candidato a deputado federal em Pernambuco. O corretor de imóveis José Antão diz que a escolha no nome para candidatura vem do apelido dos amigos de infância.
Tiririca (PR):
Candidato a deputado federal em São Paulo. os vídeos de campanha do humorista Francisco Everaldo Silve se tornaram "hit" na internet, com mais de um milhão de acessos no YouTube em menos de uma semana. Veja abaixo o vídeo de campanha do Tirirca:

Destas figuras Tiririca ganhou uma notariedade maior, provavelmente por ser uma figura pública. Isso tudo na verdade é uma grande piada. Sinto pena de quem tenta conseguir votos dessa maneira. Candidatos que agem de tal forma não podem ser levados a sério pelos eleitores. Infelizmente o mais sério candidato na maioria das vezes também não pode ser considerado com seriedade. Nós, a política, a nação, isso sim é a verdadeira piada. O que tem que ser mudado? Certamente a mentalidade do povo. A nação desconhece e despreza o seu poder. O voto de uma pessoa faz a diferença. O que seria de um órgão sem uma célula? Ele não apresentaria eficácia e não iria executar a sua função de maneira correta e coerente. A nação é o órgão, nós somos a célula, pense nisso.

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