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27 de dez. de 2010

Afinal o que querem as mulheres?


Recentemente um seriado da globo homônimo ao título deste post, chegou ao fim. Pra mim foi um motivo de tristeza, já que eu adorei todos os episódio, e perdi o último (nada que obviamente a maravilhosa internet não possa resolver). A série era muito boa na minha opinião, apesar de não ser muito fácil compreende-la.
Resumidamente o seriado conta a história de André Newman (Michel Melamed), em sua busca por responder a essa pergunta que nem o pai da psicanálise Freud conseguiu responder, tudo para a sua tese de doutorado. Após uma pesquisa profunda André escreve um livro que é um grande sucesso e se transforma em uma série de TV com Rodrigo Saantoro no seu papel. Contudo a sua busca descontrolada por fazer uma pesquisa perfeita, custa a separação de seu grande amor Lívia ( Paola Oliveira).
A série busca ir no íntimo do telespectador, não se trata apenas de 'Afinal o que querem as mulheres?', os episódios vão mais a fundo e essa pergunta se transforma em 'Afinal o que nós queremos?'. O foco vai além dos desejos femininos, se expande aos anseios masculinos e de todas as pessoas. O fato é que essa pergunta não pode ser respondida em sua generalidade, cada pessoa teria uma resposta para essa questão, e a síntese de todas essas respostas ainda não é certa para respondê-la. Afinal cada pessoa quer uma coisa, seja homem ou mulher.
Mas as questõe levatadas são interessantes, e o texto foi habilmente escrito. Uma coisa é certa, não importa o gênero, todos desejam estabilidade, ou seja, carro, casa, emprego, dinheiro. Ambos querem também um parceiro, ninguém quer ficar a mercê da solidão. O ser humano é incapaz de viver sozinho, ele é um ser comunitário. Mas, o que realmente mais me chamou a atenção foi a inversão de papéis sociais do novo século. A mulher é independente, não é subjulgada, tem atitude, não quer depender do dinheiro do parceiro (a verdade é que a mulher sempre quis ser assim, e mostrar esse lado, agora ela pode, finalmente).
O homem do século XXI como é falado no próprio seriado 'é a nova mulher'. É metrossexual, cuida do seu corpo, quer parecer com os galãs de novelas e filmes (essa anteriormente era uma preocupação unicamente feminina), gasta seu dinheiro não mais com família, é mais preocupado em se divertir, ter seus carrões, casas luxuosas, e mulheres belíssimas. Obviamente isso é a generalização do modo de vida que as pessoas levam no século XXI. Existem muitas pessoas como o próprio Dr. André Newman se denomina 'do século passado'. O fato é que o homem é o sexo frágil, e o machismo não permite que a sociedade veja isso. Sim, nós homens somos frágeis, estamos a mercê das mulheres, e por mais que você negue, jamais conseguiríamos viver sem amá-las ou adimirá-las.
Bom, o seriado é ótimo para instigar as pessoas a fazerem essa análise, e ainda quebrar muitos paradigmas e preconceitos. Nada de machismo ou feminismo, que cada um construa o seu espaço com sua capacidade e com suas condições.
Coloquei abaixo algumas frases e textos que apareceram no seriado e que eu gostei:
De que adianta ter tantas mulheres se nenhuma delas te dará o mundo!
Amor
Amor é palavra sagrada
Amor é o nome de Deus
Todo o Universo é criado com Amor, por Amor e em Amor
Amor é o começo,
Amor é a continuação
e Amor é o fim
Eu sempre achei que o amor, que o grande amor, fosse incondicional.
Que quando houvesse um grande encontro entre duas pessoas, tudo pudesse acontecer.
Porque se aquele fosse o grande amor ele sempre voltaria triunfal.
Mas não, nenhum amor é incondicional.
Acreditar na incondicionalidade do amor, é precipitar o seu fim, porque você acha que esse amor aguenta tudo.
Então de um jeito ou de outro você acaba fazendo esse amor passar por tudo.
Um grande amor não é possível e talvez por isso é que ele seja grande, para que ele caiba no impossível.
A grande questão à ser respondida pelo homem não é quem sou, mas o que desejo.
Nós somos definidos pelos nossos desejos, pelas escolhas que fazemos influenciados por eles.
Mas porque os seres humanos costumam fazer coisas que não querem, ou que não sabem que querem?
Porque costumamos ser tão cegos aos nossos próprios desejos?
Essas são as perguntas que nem Freud nem qualquer estudioso da mente humana jamais conseguirá responder com perfeição.
Porque além do nosso grande desconhecimento sobre nós mesmos, somos confrontados com o acaso ou um acidente o tempo todo, mas ainda assim, perdidos em meio ao caos de uma teia de coincidências, os seres humanos conseguem ter momentos plenos de felicidade e sentido.
É neles que conquistamos a impermanência!
Espero que essa esplêndida série tenha uma continuação no ano que vem.
Afinal:
Estamos todos perdidos, homens e mulheres, no labirinto espelhado de nossos desejos

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